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    25 de Janeiro, 2021

    “Amor sem liberdade não é amor”, diz Papa Francisco

    "Cada momento de nossa existência é um tempo precioso para amar a Deus e ao próximo, e assim entrar na vida eterna", disse o Papa Francisco no Angelus deste Domingo, 24.

    O Papa Francisco recordou a “passagem de missão” de João Batista a Jesus na oração do Angelus deste domingo, 24, o Domingo da Palavra de Deus. Salientou que João Batista foi o precursor, e que preparou o terreno para que Jesus iniciasse a sua missão e anunciasse a salvação. “A sua pregação pode ser sintetizada nestas palavras: ‘Cumpriu-se o tempo e o Reino de Deus está próximo. Convertei-vos e crede no Evangelho’. É a mensagem que nos convida a refletir sobre dois temas essenciais: o tempo e a conversão”.

    Francisco explicou que o tempo deve ser entendido como a duração da história da salvação feita por Deus, portanto, o tempo “cumprido” é aquele em que esta ação salvífica atinge o seu ápice, sua plena atuação. “É o momento histórico em que Deus enviou seu Filho ao mundo e seu Reino se tornou mais do que nunca ‘próximo’”.

    O Papa ponderou que a salvação não é automática, mas sim um dom de amor e como tal oferecido à liberdade humana. “Quando se fala de amor, se fala de liberdade: um amor sem liberdade não é amor, pode ser interesse, pode ser medo, muitas coisas, mas o amor é sempre livre e como tal, requer uma resposta livre: requer conversão”, disse.

    Detalhando o que é a conversão, o Pontífice acrescentou que trata-se de mudar a mentalidade e mudar a vida. Assim, não mais para seguir os modelos do mundo, mas o de Deus, que é Jesus. “Esta é uma mudança decisiva de visão e atitude”.

    Francisco explicou que o pecado, por sua vez, leva automaticamente à afirmação de si mesmo contra os outros e contra Deus, chegando até a usar a violência e o engano para este objetivo. Com isso, apresentou uma alternativa. “A tudo isso se opõe a mensagem de Jesus, que nos convida a reconhecer nossa necessidade de Deus e de sua graça; a ter uma atitude equilibrada em relação aos bens terrenos; a sermos acolhedores e humilde para com todos; a conhecer e a realizar-nos no encontro e no serviço aos outros”.

    Tempo da redenção: é a duração da nossa vida

    Francisco não exitou em pontuar a brevidade de nossas vidas. “Para cada um de nós, o tempo em que podemos acolher a redenção é breve: e a duração da nossa vida neste mundo é breve”.

    Na ocasião, o Pontífice afirmou que a vida é um dom do amor infinito de Deus, mas também é um momento para verificar o nosso amor por Ele. Sendo assim, cada momento, cada instante de nossa existência é um tempo precioso para amar a Deus e ao próximo e, assim, entrar na vida eterna.

    A vida tem dois ritmos

    Francisco afirmou que a história da nossa vida tem dois ritmos: “um, mensurável, composto de horas, dias, anos; e outro, composto de estações do nosso desenvolvimento: nascimento, infância, adolescência, maturidade, velhice, morte. Cada vez, cada fase tem seu próprio valor e pode ser um momento privilegiado de encontro com o Senhor. A fé nos ajuda a descobrir o significado espiritual destes tempos: cada um deles contém um chamado particular do Senhor, ao qual podemos dar uma resposta positiva ou negativa”, disse o Santo Padre.

    Concluindo a alocução, como de costume, o Papa Francisco realizou seu pedido à Mãe de Deus. “Que a Virgem Maria nos ajude a viver cada dia, cada momento como um tempo de salvação, no qual o Senhor passa e nos chama a segui-Lo. E que ajude a nos converter da mentalidade do mundo para a do amor e do serviço”.


    Fonte: Amex, com Vatican News